Nova Iorque com crianças - Carrinho, o fiel companheiro

As meninas e o possante. Fev/15.

Quando decidimos ir para Nova Iorque, li que era loucura levar crianças para a cidade e que eu deveria ou deixá-las em casa ou desistir da viagem.

Mas como assim? Não existem crianças em Nova Iorque? Como fazem os pais que moram lá? Então, sempre com este pensamento em mente, tocamos e planejamos e executamos a nossa viagem, e melhor de tudo: utilizando o transporte público da cidade.

Como? No post de hoje conto como fizemos isso, durante a semana de frio mais intenso do ano na cidade.
Como levamos nossas filhas com 5 anos e 19 meses, a opção era carregar o nosso carrinho duplo que compramos em Orlando, pois ele nos ajudou bastante nos parques e com certeza iria ser uma mão na roda em Nova Iorque, pois mesmo que as meninas fossem andando, a gente colocaria as compras/mochilas no carrinho, diminuindo o peso nas costas.

O carrinho foi super útil nos aeroportos, pois ficamos com ele no Galeão durante todo o tempo e entregamos na porta do avião, e em Atlanta o recebemos na porta do avião e pudemos utilizar na fila de imigração, cuja espera foi longa, um pouco mais de 1 hora na fila, depois de várias horas no avião, e depois devolvemos na porta da aeronave para pegá-lo no JFK, onde pegamos novamente na porta do avião e pudemos andar todo o enorme terminal do aeroporto (e o monotrilhos inclusive, com elas no carrinho sem tirar), sem nos preocupar em puxar malas e as meninas ao mesmo tempo.

Dica para quem enfrentou neve e temperaturas por volta de -14°C (com sensação térmica de -24°C): use uma capa de chuva no carrinho, pois ela corta o vento e protege as crianças de neve e chuva. Foi super útil! 

As meninas e a estátua da Alice
no Central Park. Fev/15.
No entanto no primeiro dia que chegamos, pleno Valentine's Day, não sei porque cargas d'água fomos para a região da Times Square sem o carrinho, estava nevando e a gente cansado por causa do voo. Nossa, foi penoso dar conta da mais nova. A roupa de frio escorrega e ela não parava de se mexer, já tentou segurar sabonete em banheira? Então, igualzinho!! hahaha Ok, Subimos o Top of The Rock e jantamos, sem o carrinho e nossa coluna pediu arrego antes mesmo de chegarmos no hotel...

Nos demais dias, o carrinho foi nosso fiel companheiro. Aguentou frio congelante, ok, pestanejou um pouquinho, mas antes ele do que eu!! rs

Para andar de metrô com o carrinho nós sempre planejávamos como chegaríamos no destino antes de sair de onde a gente estava. Para isso, usamos e abusamos do aplivativo City Mapper que já comentei no post sobre Apps úteis para Nova Iorque. Mas para saber qual estação era acessível a cadeirantes, e consequentemente teria acesso para carrinho de bebê, eu usei muito os links do post sobre Andar de Metrô de Nova Iorque, pois lá eu coloquei os links da MTA, onde eu acessava as linhas que a gente usaria e consultava qual estação seria melhor para a gente entrar e sair. Um mapa com boa resolução também ajuda bastante, mas ele pode te confundir com as estações e os símbolos.

Para entrar no metrô, o meu marido sempre passava primeiro pela roleta, abria a porta de deficiente, eu empurrava o carrinho para a estação, e então eu passava pela roleta.
As estações de metrô que mais utilizamos foram:
Linha 1/2/3 : 72th Street, 50th Street (não acessível), Times Square-42th Street, 34th Street-Penn Station,  Fulton Street (apenas linhas 2 e 3).
Linha 4/5: Fulton Street, Bowling Green.
Linha A: 42th Street-Port Authority Bus Terminal, 34th Street-Penn Station,
Linha R: Cortland Street, Lexington Avenue/59th Street (não acessível).

Esperando elevador na estação Fulton. Fev/2015.
De todas as estações de metrô que usamos, apenas não conseguimos fugir da estação Lexington Avenue/59th Street usando o carrinho, que era inacessível para cadeirantes e foi terrível sair dela, porque tivemos que tirar as meninas do carrinho, e subir com elas e meu marido subir com o carrinho pela escadaria. Não foi mole e isso recomendo fortemente que você evite ao máximo, ainda mais se for no inverno como fomos hahahaha. A experiência foi tão ruim, que voltamos para o hotel de taxi para não ter que entrar na estação de novo!! rs Usar a estação 50th Street foi até que tranquilo, pois neste dia a gente estava sem o carrinho.

Dentro do metrô tenha sempre cuidado de seguir as placas indicando a acessibilidade e por mais improvável que o caminho pareça ele vai te levar para o lugar certo. Se não me engano, foi na Fulton, que saímos da linha 1 para ir para a Linha 5 e assim chegar em Batery Park para ir ver a Estátua da Liberdade. Nesta estação, a gente subia um nível de elevador, andava um pouco, descia para o nível das linhas J/Z, andava TODA a estação ao nível do metrô para o outro elevador que nos levaria até a estação da linha 4/5. Foi engraçado, porque subíamos e descíamos várias vezes O MESMO elevador para ter certeza de que estávamos no caminho certo! Depois de nos entender, até instrução para morador eu já estava dando, acredita? hahahaha 

Para entrar da rua para o metrô também atente-se sempre para as indicações, pois nem toda saída/entrada é acessível, apenas UMA por estação, e geralmente ela é discreta! Nas estações não acessíveis têm dizendo onde fica a acessível, indicada pelo símbolo de acessibilidade, preste sempre atenção. Na Penn Station, por exemplo, a entrada acessível fica no LIRR (Long Island Rail Road). Algumas estações, os elevadores saem no meio da esquina.

Dentro do Museu de História
Natural. Fev/15
UPDATE: Para o metrô compramos o Metrocard de 7 dias usando as máquinas da Estação 72th Street da Linha 1, cada um nos custou US$31,00. Foi fácil, mas tenha trocado, pois o troco máximo é de US$8 e só conseguia comprar um metrocard por transação. O moço que nos ajudou falou que apenas os adultos precisavam comprar, que para as meninas ainda não era necessário (pelas regras da MTA, crianças abaixo de 44 polegadas - 1,12m - não pagam, desde que acompanhadas por um adulto pagante). Assim, o custo do metrô foi de US$62 para a semana do carnaval.

As duas vezes que usamos taxi também foi tranquilo e não tivemos problemas com os taxistas e o carrinho e algumas sacolas de compras rs.

Usamos o carrinho aberto tranquilamente na Staten Island Ferry Boat, tanto na viagem de ida, quanto na de volta.

Nos restaurantes, sempre pediam para que deixassemos o carrinho na entrada, a menos que uma delas estivesse dormindo.

Nos museus e nas lojas, utilizamos o carrinho tranquilamente.

No penúltimo dia estávamos na Toys R Us e decidimos de última hora comprar outro carrinho duplo, pois o Jeep já não estava mais comportando bem a mais velha, com 5 anos, e mesmo ela sendo magra para a idade, ele meio que se contorcia quando ela se sentava. E na loja apenas tinham dois modelos de carrinho: um Zobo Side by Side e um Baby Jogger Mini Citi. Eles estavam com uma bela promoção de troca de carrinho, onde você deixava o seu antigo e ganhava um desconto de US$100! Mas infelizmente não contemplava os produtos Baby Jogger, e o Zobo seria trocar seis por meia dúzia... Fomos e voltamos e pensamos e repensamos. Nós realmente usamos muito carrinho quando viajamos e quando saímos em nossa cidade, e o Mini City comporta crianças com até 25kg por assento, ou seja, vai durar bastante! Ok, ele é caro, mas foi um investimento que esperamos que valha a pena, pois ele oferece bem mais conforto para a mais velha e muito mais espaço para a mais nova.
City Mini. Toys R Us

E com isso, na volta tínhamos 2 crianças e dois carrinhos duplos para trazer para o Brasil. Como tínhamos pouca mala, apenas 3 malas grandes e duas de bordo, decidimos tentar trazer o jeep todo enrolado com sacola e filme plástico e o baby jogger usando normalmente. Foi tranquilo despachar o jeep, mas o baby jogger deu um pouco de trabalho, pois a sacola de avião de carrinho duplo que temos não comporta o baby jogger, que convenhamos fica enorme fechado, e eu tinha que tirar a rodinha toda vez que ensacava. E isso deu trabalho! E ele é bem mais pesado que o jeep! #fato Mas conseguimos usar ele bem no JFK, e despachamos na porta do avião, pegamos o carrinho na porta da aeronave em Guarulhos e montei no meio do caminho mesmo, e fizemos a imigração e a Receita com as meninas nele, e redespachamos na porta do avião e pegamos somente na esteira no Galeão, pois o aeroporto internacional Tom Jobim não entrega NADA na porta da Aeronave! Também pudera, sem acessibilidade nenhum para sair do andar do avião para o setor das esteiras, mal e mal tem a escada rolante! Já contei essa saga com mais detalhes no post do voo.
Jeep Wrangler Twin. Walmart.

Comparando o Jeep Wrangler Twin Stroller com o Baby Jogger City Mini Double Stroller:
- Prós do Wrangler Twin em relação ao City Mini: mais leve, mais compacto na hora de fechar, mais fresco, preço, as alças ajudam "segurando" as sacolas.
- Prós do City Mini em relação ao Wrangler Twin: é menor quando aberto (acredite! rs), cinto de 5 pontos, recline completo, bolsão embaixo para as coisas, "sombreiro" maior, freio eficiente, suporta até 25kg (o Wrangler é até 15kg) por assento.

Um comentário

  1. As suas filhas passaram frio alguma vez ou reclamaram de frio? vou com meu filho de 2a e estou receosa. vocês conseguiram andar na rua ou era muito friio? porque eu quero andar pela time square, pela quinta avenida, etc. o passeio até a estátua foi frio demais?

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